é impressionante como eu - poderia falar "nós mulheres", ou "algumas de nós mulheres" - tive a capacidade de jogar o meu tempo no lixo.
Agradecer o que eu fiz por ele?Normal...fiz muito mesmo, joguei meu tempo fora, passei raiva, briguei com algumas pessoas à toa, menti algumas vezes para algumas pessoas - mentiras idiotas, mas mentiras.
E as caras feias que aguentei.
Momentos de loucura, assim, eu faço e aconteço por você, mais pareciam pesadelos, de tão estranhos, geradores de tensão!
Como eu pude me deixar passar por isso, eu não faço a menor idéia. Melhor, faço sim, mas não aceito. Era o medo de me arrepender.Que coisa né.Medo de me arrepender de ter ficado esse tempo todo acreditando em uma coisa, sustentar que aquilo ia dar, que eu não estava errada, não dava para perder essa. Eu ia consertar.
"Ninguem muda quando não quer" - ela falou algumas vezes.
Alice ouviu?
Claro que sim, mas Alice é tão capaz que ela ia mudar o outro.Alice ia fazer o outro enxergar.
Quase deu, Alice. Quase. Tudo bem, mas precisava ter gostado do sujeito.
Meu Deus, não tinha nada a ver. O que é que Deus fez!Pra quê?
Eu ainda não sei.....eu tenho que saber para não ficar pensando que eu joguei meu PRECIOSO (voz de Smigle) tempo na lata do LIXO.
Sabe, eu tenho que agradecer o sujeito?
Eu tenho que descobrir se eu tenho que agradecer Deus por ter aprendido algo. Alguma coisa eu tenho que ter aprendido nestes seis - seis! - anos!
O email continha:
"- só me resta te respeitar e agradecer tudo o que você fez por mim" (e outras bobagens)
Eu respondi às outras bobagens muito bem.
Mas eu deveria ter enviado email assim:
" - obrigada por NADA e vai tomar no cú.
Eu tenho que ter aprendido algo, meu Deus. Eu não admito que eu tenha jogado o meu tempo na lata do lixo. No aterro sanitário.
Um comentário:
Número 1: que bom que você linkou o meu. Agora já estou autorizada a linkar o seu lá no Coffee (eu ia pedir seu autorização).
Número 2: adorei a porrada pública. Tá na hora de exorcizar.
Número 3: só não gostei de ficar sabendo do closure da história por aqui... ah não... mas tudo bem. sinal dos tempos... nossa amizade não muda.
Número 4: os palavrões - Old Clay (os, Alice) is back! uhuuuuuuuuuuuuu
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